Nota: Suely é a reitora. =P
Aos que não sabem, enquanto eu sumi eu larguei minha Faculdade, arrumei emprego, saí do emprego, e entrei na USP. (Uau! Minha vida mudou enquanto estive sumido…)
Obrigado, obrigado. Eu sei que a USP é foda. E estamos em greve.
“Por quê?”, vocês me perguntam. E eu explico.
Os funcionários têm uma lista de reivindicações do tamanho de um recibo de supermercados quando você faz as compras do Mês. Não, eu não sei todas. Ninguém sabe todas. Acho que nem quem escreveu a lista sabe todas.
Os professores têm outra dessas. :P
E os alunos, idem! \o/
Resumindo a paradinha, todo mundo tá batendo boca, mas o bicho pegou porque:
1 – Os funcionários estão brigando (um dos motivos) por melhores salários. Como ninguém deu bola e a Reitora está dando mancadas, eles pararam tudo e fizeram uns piquetes. Aí…
2 – A Reitora mostrou que, como uma pessoa que sabe dialogar, conversar e resolver as diferenças, ela está sempre disposta a ligar pro 190 e deixar os cassetetes dialogarem. Aí…
3 – Os alunos e professores ficaram putos porque vieram 8 batalhões da tropa de choque apavorar meia dúzia de funcionários (Ok, tinha bem uns 30… :P), e então organizaram uma passeata com algo entre 500 e 1000 pessoas. Aí…
4 – Como todo mundo sabe, estudante, principalmente da USP, xinga a Polícia. E a passeata era CONTRA a Polícia… Em meio a gritos de “FORA PM!”, os estudantes jogaram flores (Que poético! Vocês sabiam que eu amo Arte?) nos policiais! Provavelmente os Policiais ficaram ofendidos por matarmos as pobres flores, ou algum espinho de uma rosa entrou no olho de um policial e causou uma hemorragia cerebral, porque aí…
5 – A Polícia decidiu acabar com a brincadeira e começou a jogar bombas de “Efeito Moral”, que são duas. A de Gás Lacrimogêneo, que faz você chorar horrores e ficar com os olhos vermelhos e inchados, e a de Concussão, que se estilhaça e não fere tanto quanto granadas de guerra: Machuca só quem está perto demais, sem amputações ou coisas assim. Além das bombas, vieram as balas de borracha, inclusive pra cima de quem estava só filmando e não queria briga, estava desarmado etc., como dá para ver em alguns vídeos (Abaixo tem um que mostra bem isso. Sintam-se livres para buscar outros no YouTube, tem dezenas.).
Resumidamente, todo mundo tem culpa no cartório. Aí vamos ao que interessa nessa palhaçada toda:
Nós queremos democracia. Queremos ELEGER a Reitora. Queremos poder opinar na forma dos cursos de longa distância, e não engolir o sapo que escreveram, a ‘Universidade Virtual do Estado de São Paulo’, que vai fingir que dá aulas enquanto os alunos fingem que aprendem. Nós queremos que as coisas melhorem, e queremos participar disso. Sem a PM baixando o cacete em qualquer um que levante a voz.
Parabéns a todos os que participaram do ato de hoje, Quinta-Feira 18 de Junho de 2009, eu incluso, porque chegaram ao cúmulo de atirar objetos do 12º andar de um prédio e acertar uma garota, e a gente SEQUER derrubou o portão do prédio pra linxar o sem-mãe (O que, cá entre nós, era o mínimo que qualquer turba [in]sensata faria para defender uma garota agredida, em qualquer porta de qualquer delegacia deste País.). Estamos todos de parabéns pois a paz prevaleceu, apesar de toda a adrenalina e testosterona envolvidas.
Quanto à briga do dia 9 e toda a confusão, peço que vejam com carinho a manifestação, e aos 2 minutos e 59 segundos o momento exato no qual a polícia atirou a primeira bomba. É míster reparar na calma dos policiais até o momento, que demonstra claramente que eles, obviamente, estavam levando pauladas, pedradas, raios laser e golpes de sabres de luz, daí a necessidade da tropa de choque se defender de estudantes mutantes com super-poderes:
Abraços a todos, e algumas frases queridas do dia:
Fora, fora, fora já daqui:
PM, UniVESP, Serra e Suely.
USP, UNESP, FaTec e UniCamp,
Na luta Professor, Funcionário e Estudante.
Nos vemos na greve.
